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09 julho 2008

livro recuperado

"A alegria, sabes, é aquilo de que mais tenho saudades. Claro que depois também fui feliz, mas a felicidade está para a alegria como uma lâmpada eléctrica está para o sol. A felicidade tem sempre um objecto, é-se feliz por alguma coisa, é um sentimento cuja existência depende do exterior. A alegria, pelo contrário, não tem objecto. Possui-nos sem qualquer razão aparente, no seu ser assemelha-se ao sol, arde graças à combustão do seu próprio coração."

Susana Tamaro

14 junho 2008

Fernando Pessoa *

Era eu um poeta estimulado pela filosofia

E não um filosofo com faculdades poéticas.

Gostava de admirar a beleza das coisas,

Descobrir no imperceptivel,

através do diminuto,

A alma poética do universo.

* Celebração dos 120 anos do nascimento do escritor

12 junho 2008

Mutante

Somos seres mutantes. A cada segundo que passa alguma coisa se altera. À nossa volta, mas também dentro de nós. O que muda à volta muda-nos, e nós influenciamos o que nos rodeia.

*

É um ciclo. Há mais ou menos vontade, mais ou menos ponderação, mais ou menos trabalho, mais ou menos paixão. Mais uma viagem, mais uma experiência, mais um ano, mais um cabelo branco, mais uma ruga.

*

Tic-tac-tic-tac-tic-tac. O tempo, segundo nos dizem, não pára e, à medida que vai passando, a mudança é inevitável.

*

Um novo projecto: MUTANTE (mais um projecto apenas digital, à semelhança da CRUA!) www.mutante.pt

23 abril 2008

No final do dia


No final do dia, há coisas sobre as quais não conseguimos deixar de falar.

Há coisas que não queremos ouvir. E há coisas que dizemos porque já não conseguimos ficar calados.

Há coisas que são mais do que aquilo que dizemos. São o que nós fazemos.

Há coisas que dizemos porque não temos outra hipótese.

Há coisas que guardamos para nós.

E, não frequentemente, mas de vez em quando, há coisas que simplesmente falam por si!

20 abril 2008


QUE haja quem lhe chame "nova" Amy Winehouse (embora esta mal tenha chegado) e evoque Dusty Springfield, até se compreende. Ouvindo-a, alguma afinidade estética e, sobretudo, vocal com a primeira vem à superfície; olhando-a, também não será difícil sentir que já se viu tão farta cabeleira loura sobre tez morena em qualquer lado. Mas, de vez em quando, só por milagre o zelo dos "spin doctors" da indústria não redunda em tiro no pé. Porque - sem que a música tenha a solidez do título - não faltam indícios em Rockferry de que a cantora galesa teria chegado exactamente onde chegou (dupla platina num mês) pela razão certa. Que não será outra que uma reavaliação da "pop song" inglesa dos anos 60 capaz - não obstante inflexões country e soul - de configurar, antes, uma sadia alternativa à opção "atlantista" das autoras de Back to Black e Dusty in Memphis. Não só porque são estilistas como Tony Hatch (mais que Spector e Wexler) que a produção de Barnard Butler toma como modelo, mas sobretudo porque a escrita de Duffy reúne mais que os mínimos necessários em matéria de rigir arquitectónico e sincretismo pop para vencer a "arte do pastiche".

Ricardo Saló - Actual in Expresso 19.Abril.2008

11 abril 2008

* anatomia de grey *

Não importa o quanto nos esforçamos, acabamos por cair. E é verdadeiramente assustador. Só há uma coisa positiva quando caímos: é a hipótese que damos aos nossos amigos de nos ampararem.

03 abril 2008

A tua pequena dor *

a tua pequena dor quase nem sequer te dói
é só um ligeiro ardor que não mata mas que mói
é uma dor pequenina quase como se não fosse
é como uma tangerina tem um sumo agridoce
de onde vem essa dor se a causa não se vê
se não é por desamor então é uma dor de quê?
não exponhas essa dor é preciosa é só tua
não a mostres tem pudor é o lado oculto da lua
não é vicío nem custume deve ser inquietação
não há nada que a arrume dentro do teu coração
talvez seja a dor de ser, só a sente quem a tem
ou será a dor de ver, a dor de ir mais além
certo é ser a dor de quem não se dá por satisfeito
não a mates guarda bem guardada no fundo do peito!
está em eco no meu peito... uma dor... grande!

*Rui Veloso

01 abril 2008

...
Agora é manhã e está sol. Nenhum ruído à minha volta. Se eu pudesse passar a vida a limpo, como diz o Drummond, corrigia quase tudo. Que pena não podermos emendar os dias, o que fizemos, o que somos. Um demónio qualquer distorceu-me tudo ou fui eu quem distorceu tudo? Acabando esta crónica retomo a correcção do livro na esperança de, ao emendá-lo, emendar-me. Fui sempre honesto a escrever. E nas outras coisas? Estarei a ser pretensioso ao julgar que sim?
Agora é manhã e está sol. Se eu fosse Deus parava o sol sobre Lisboa, escreveu Fernando Assis Pacheco. Tão linda a minha cidade com sol, tão lindo o meu país com sol. Vem aí o outono, o inverno, o cinzento dos dias que desbota para nós. Não me apetece nada o frio, a chuva. Se eu fosse Deus parava o sol sobre Lisboa. Sinto-o na rua, mesmo com estes vidros baços.


– Está solzinho, que horas são?

perguntava o cego. Estes nossos diminutivos de que tanto gosto. Esta maravilhosa língua tão plástica, tão dúctil. Que sorte escrever em português. Fernão Lopes: esta minguada maneira de meu escrever. Esta minguada maneira de todos nós escrevermos. Nem há vento. Gatos e pombos. Fernão Lopes ou Fernão Mendes Pinto? Acabar a crónica, voltar ao livro na minha minguada maneira. Oxalá o sol continue parado sobre Lisboa, parado sobre mim e eu embalsamado nele. Vestido dele. Afogado nele.

...

Se eu fosse Deus parava o sol sobre Lisboa - António Lobo Antunes (crónica Visão 10.10.07)

25 março 2008

a ler...

mafalda veiga

eduardo prado coelho


16 março 2008

Landslide

I took my love, I took it down
Climbed a mountain and I turned around
And I saw my refletion in the snow covered hills
Till the landslide brought me down

Oh, mirror in the sky
What is love
Can the child within my heart rise above
Can I sail through the changing oceans tides
Can I handle the seasons of my life

Well, I´ve been afraid of changing
Causa I've been built my life around you
But times gets you bolder
Even children get older
I'm getting older too

Oh, take my love, take it down
Climb a mountain and turn around
And if you see my refletion in the snow covered hills
Well the landslide will bring it down

(S.Nicks) Welsh Witch music Stacey Kent voice

09 março 2008

a ler...

um pequeno texto
AQUI'a falta de lei da vida' - Bruno Nogueira


04 março 2008

Thank you, stars *

Some call it faith, some call it love.

Some call it guidance from above.

You are the reason we found ours,

So thank you stars.

*

Some people think it's far away,

Some know it's with them everyday.

You are the reason we found ours,

So thank you stars.

*

There are no winds that can blow it away on the air,

When they try to blow it away 's when you know it will always be there.

*

To some it's the strength to be apart,

To some it's a feeling in the heart.

And when you're out there on your own, it's the way back home.

*

There are no winds that can blow it away on the air,

When they try to blow it away 's when you know it will always be there.

Some call it faith, some call it love.

Some call it guidance from above.

You are the reason we found ours,

So thank you stars.

*Katie Melua

05 dezembro 2007

sem angústia e sem pressa...

"Recomeça…
Se puderes,

Sem angústia e sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro,

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.(...)"

Miguel Torga




10 outubro 2007

um novo amigo...


... mais de 140 projetos práticos de jardins pequenos de desenhistas reconhecidos internacionalmente ...

provoca kilogramas de inspiração!!!

04 setembro 2007

Um 'sítio' muito aguardado...

... é realmente algo muito esperado, tendo em vista a reciclagem de todos os papelinhos e rascunhos com receitas e listas de ingredientes tirados à pressa ... agora sim... poderemos recorrer a um só 'espaço' onde toda a informação está agregada... muito boa ideia!!! um livro de receitas virtual!!! :) é uma boa referência este senhor, é sim senhora!!www.entrepratos.com
não deixem de espreitar e experimentar.. cozinhar... saborear... partinhar

beijinhos, abraços e muitos 'brownies de chocolate' :D


16 agosto 2007

em fase de leitura...


inspirador...

se fosse umas gramas mais leve andava comigo para todo o lado... mas é demasiado precioso para andar por aí às cambalhotas!!

De vez em quando vou deixando umas passagens... :D

13 agosto 2007

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...

MIGUEL TORGA

26 julho 2007

Óscar... o gato!

Sobre o Óscar diz-se que...
"O gato Óscar não é médico. Na verdade, não consta que tenha sequer frequentado o ensino básico. Mas, apesar da evidente falta de qualificações, e mesmo com a grande desvantagem que é não ter polegares oponíveis, Óscar é uma referência para os profissionais de saúde do Steere House Nursing and Rehabilitation Centre, em Providence, nos Estados Unidos, que trata doentes com Alzheimer e Parkinson. Uma espécie de Dr. House, mas com mais pêlo e sem o vício em Vicodin. Só que Óscar não tem o dom de salvar vidas — a sua especialidade é saber qual dos pacientes já tem hora marcada com a morte.Num artigo publicado no prestigiado New England Journal of Medicine, o geriatra e professor universitário David Sosa explica como Óscar anuncia a morte iminente de um doente. Todos os dias, Óscar levanta-se da sua posição favorita e dá início a um passeio pelo 3º piso do centro de saúde. Quarto após quarto, o gatinho de dois anos de idade vai-se abeirando das camas, cheira os doentes e, de vez em quando, entrega a sua mensagem de morte: sobe para a cama, enrosca-se no corpo do doente e fica ao seu lado até ao último suspiro.

Este comportamento já foi verificado por mais de 25 vezes, segundo o professor da Universidade Brown, num testemunho corroborado pela sua colega Joan Teno. Em declarações à Associated Press, esta especialista em tratamento de doentes terminais da Universidade Brown diz mesmo que Óscar não tem rival na desagradável tarefa de predizer a morte de um paciente.

Jean Teno conta que ficou convencida quando presenciou o 13º caso do mensageiro da morte de quatro patas. Numa das suas incursões aos quartos do hospital, Óscar não subiu para a cama de uma doente que os médicos sabiam estar a viver as suas últimas horas. Quando Joan Teno esperava que Óscar transformasse em comportamento aquilo que já todos sabiam, o gatinho retirou-se do quarto, deixando a especialista convicta de que tudo afinal não passava de uma série de coincidências. Dez horas mais tarde, a paciente soltava o seu último suspiro, já sem a presença de Joan Teno. O que a médica só veio a saber mais tarde é que Óscar tinha regressado ao quarto da doente duas horas antes da sua morte. Subiu para a cama, enroscou-se e ficou ao seu lado até ao último suspiro. A médica tinha errado o seu prognóstico por algumas horas, mas o gato estivera lá no último momento.

Sem explicações

Ninguém sabe explicar o comportamento de Óscar. Para a médica Jean Teno, o gato responderá a cheiros, ou então conseguirá interpretar algo a partir do comportamento das enfermeiras, que o criaram desde bebé.

Já Nicholas Dodman, especialista em comportamento animal no hospital veterinário da Universidade de Tufts, no estado do Massachusetts, considera que a chave está no tempo que Óscar dispensa aos vivos e aos moribundos. Para Dodman, quando o gato sobe para a cama de um doente pode estar apenas à procura do cobertor aquecido com que as enfermeiras costumam tapar as pessoas que estão prestes a morrer.

Seja qual for a explicação, os médicos e as enfermeiras do Steere House Nursing and Rehabilitation Centre consideram que a colaboração de Óscar é inestimável, já que lhes permite telefonar aos familiares dos doentes para que estes não passem sozinhos os seus últimos momentos de vida. Ou pelo menos que os passem acompanhados pelos seus entes queridos, já que ninguém lhes tira o calor de uma pequena bola de pêlo cinzento e branco."


Notícia Público

é não é alucinante??? :D

20 julho 2007

Entretanto vou ler...

Digo entretanto pois deixei um encomendado na loja no momento da compra de um igual para oferecer :D uma edição limitada ;)

sobre o livro diz-se que...

Embora ilustrado com centenas de imagens de obras-primas de todos os tempos, este livro não é exactamente uma história da arte. As imagens, bem como uma vasta antologia de textos, de Pitágoras aos nossos dias, servem para reconstituir as várias ideias de Beleza que se manifestaram e foram objecto de discussão desde a Grécia Antiga até hoje.

" Este livro parte do princípio de que a Beleza nunca foi algo de absoluto e imutável, mas assumiu rostos diferentes segundo o período histórico e a região; não só no que diz respeito à beleza física (do homem, da mulher, da paisagem), mas também em relação à Beleza de Deus ou dos Santos ou das Ideias...Nesse sentido, respeitaremos muito o leitor. Acontecer-nos-á mostrar que, enquanto num mesmo período histórico, as imagens dos pintores e dos escultores pareciam celebrar um certo modelo de Beleza (dos seres humanos, da natureza ou das ideias), a literatura celebrava outro."



23 junho 2007

Em todos os jardins

Em todos os jardins hei-de florir,

Em todos beberei a lua cheia,

Quando enfim no meu fim eu possuir

Todas as praias onde o mar ondeia.

.

Um dia serei eu o mar e a areia,

A tudo quanto existe me hei-de unir,

E o meu sangue arrasta em cada veia

Esse abraço que um dia se há-de abrir.

.

Então receberei no meu desejo

Todo o fogo que habita na floresta

Conhecido por mim como um beijo.

.

Então serei o ritmo das paisagens,

A secreta abundância dessa festa

Que eu via prometida nas imagens.
.
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919 - 2004)"Poesia I", 1944